segunda-feira, 14 de março de 2011
Documentário: A Corporação - Legendado
Documentário: Sicko - SOS Saúde - Michael Moore
O Sindicato: O Negócio Por Trás do Barato (Completo)
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Documentário americano sobre a história por trás da cannabis. Muito bom.
Supremo encomenda R$ 56,7 mil em frutas
á o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) resolveu adquirir uma filmadora pela bagatela de R$ 1.408,06. Os recursos já foram reservados em orçamento para o pagamento em dia. Mas, ser fornecedor do Judiciário é padecer no paraíso. Isso porque, caso a mercadoria não seja entregue em até 30 dias úteis, o atraso ocasionará multa de 0,3% ao dia. Após um mês de demora, poderá haver o cancelamento do empenho e multa de 10% sobre o valor total da compra. E não é qualquer filmadora não, precisa ser Sony HandyCam HDR, resolução Full HD, microfone incorporado e capacidade de 120 GB. É assim ou nada feito!
Câmara dos Deputados gasta R$ 661 mil com mobília e eletrodomésticos
Carrinho de Compras: Presidência compra 30 TVs por R$ 55 mil
E a alta tecnologia na Presidência não para por aí. Tem também a compra de um “aparelho telefônico celular veicular com tecnologia GSM, incluindo instalação e todos os consumíveis necessários, tais como: antena magnética de para brisa, conectores, cablagem e mão de obra”. Com tantas especificações técnicas, não é de se admirar que o aparelho chegue a quase R$ 1,5 mil, conforme aponta a nota de empenho.
Festa de posse de ministro do STF custou R$ 67 mil
Fonte Contas Abertas
Presidência compra banheira de hidromassagem
Já o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República preferiu aproveitar a curta semana pós-carnaval para emprenhar (reservar no orçamento) R$ 1,6 mil para a compra de 144 bolsas. O custo de cada uma varia entre R$ 10 e R$ 12, mas todas deverão ser pretas, “acolchoadas internamente em espuma pack 4 mm, com alça de mão e identificador frontal e fechamento em zíper de alta resistência”.
hahahahaha
Licitação de Canudos de Papelão
O Planalto decidiu enviar 12 mil fotos da presidente “para todo o Brasil” que irão substituir as fotos do ex-presidente Lula em repartições públicas. A média é de 461 fotos por estado. O custo da licitação dos canudos está estimado em R$ 43 mil. Fora isso, há o custo não divulgado da impressão das fotos e do envio às repartições. Em 2003, afirma a Presidência, foram enviadas 14 mil fotos de Lula. No segundo mandato, 11 mil. Não existe qualquer legislação que determine que um quadro com a foto da presidente deva ser pendurado nas salas de funcionários públicos.
ONG ligada ao PCdoB terá de ressarcir União
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou uma organização não governamental (ONG) ligada ao PCdoB a devolver R$ 565 mil aos cofres públicos por desvios de recursos do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. “A documentação apresentada encontra-se, em sua maioria, eivada de vícios que a tornam imprópria para fins de prestação de contas de recursos públicos federais”, diz relatório de investigação, cujo acórdão foi publicado na quarta-feira no Diário Oficial da União. A entidade punida é a Fundação Vó Ita, com sede na cidade de Arraias, no Tocantins.
O TCU incluiu na condenação Antônio Aires da Costa, que era presidente da ONG na época do convênio com o Ministério do Esporte. Ele é filiado ao PCdoB, partido do ministro da pasta, Orlando Silva. Costa foi candidato a deputado estadual nas últimas eleições e ficou na suplência de uma cadeira como parlamentar.
A decisão do TCU diz ainda que a Fundação Vó Ita manipulou as notas fiscais de modo a prejudicar as prestações de contas do Segundo Tempo. “Em relação aos recibos, o primeiro problema detectado diz respeito à apresentação desses como comprovantes de despesas com aquisição de mercadorias, como carne, pão e combustível. Esses documentos não são idôneos para suportar tais tipos de despesas."
As notas fiscais, segundo o TCU, apresentam problemas como “ausência do número do convênio, ausência de assinatura do beneficiário, beneficiário indeterminado, descrição vaga dos bens/serviços”, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte Gazeta do Povo
Direção da Assembleia fraudou lista para esconder 72 servidores
A primeira lista de funcionários da história da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) divulgada ao público, em 1.º de abril de 2009, estava incompleta e foi fraudada intencionalmente pelo ex-presidente da Casa Nelson Justus (DEM), pelo ex-primeiro-secretário Alexandre Curi (PMDB) e pelo ex-diretor-geral Abib Miguel, o Bibinho. O objetivo da fraude era omitir o nome de 72 servidores da Casa. Dentre eles, havia funcionários fantasmas e parentes de deputados e de membros do Poder Judiciário estadual.
A acusação é do Ministério Público Estadual (MP) e consta da denúncia de improbidade administrativa protocolada pelo órgão na Justiça, na última sexta-feira, contra Justus, Curi, Bibinho e outras oito pessoas envolvidas em irregularidades na Assembleia. A manipulação da relação de servidores, cuja divulgação é obrigatória pela Constituição Estadual, constitui ato de improbidade, segundo o MP.
O Ministério Público, ao analisar documentos do Legislativo, percebeu que os 72 servidores foram demitidos pouco antes da publicação da lista e readmitidos logo depois da divulgação dos nomes. Na denúncia oferecida à Justiça, o MP relata que o objetivo da ocultação era “manter a opacidade do Parlamento Estadual e ludibriar o povo paranaense”.
Segundo denúncia do MP, era por meio da contratação de funcionários fantasmas, por exemplo, que um grupo de servidores da Casa, chefiados por Bibinho, desviava recursos públicos. O Ministério Público estima que pelo menos R$ 100 milhões foram desviados dessa maneira.
O MP afirma que pelo menos 14 funcionários fantasmas foram retirados da lista. Muitos deles foram mostrados pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens Diários Secretos, que na próxima quarta-feira completa um ano de publicação.
Dentre os servidores fantasmas mostrados pelas reportagens e que foram omitidos da lista da Assembleia está o pedreiro João Maria Vosilk, filho do jardineiro da casa de Bibinho. Documentos bancários obtidos pela Gazeta do Povo e pela RPC TV revelam que, de janeiro de 2005 até fevereiro de 2009, quando Vosilk foi exonerado do gabinete da administração para não aparecer na listagem de servidores, a Assembleia depositou R$ 940 mil (valor líquido) em salários na conta dele. Em abril de 2009, quando ele foi recontratado para a administração, o vencimento dele foi de R$ 9 mil (líquido) – valor superior ao que na época ganhava um deputado estadual, ultrapassando assim o teto constitucional.
Além de fantasmas, diz o MP na ação, Justus, Curi e Bibinho retiraram da lista os nomes de alguns parentes e de pessoas ligadas a deputados. Cintya Salles Belinati, filha do ex-deputado Antonio Belinati (PP), é uma delas. A servidora foi exonerada do cerimonial da Assembleia em 1.º de março de 2009. A readmissão ocorreu dois meses depois. Ela foi designada para trabalhar no gabinete do pai.
Nessas mesmas datas, Alberto Reich, ex-cunhado do deputado Plauto Miró (DEM), atual primeiro-secretário da Assembleia, foi demitido da liderança do antigo PFL (atual DEM) e readmitido para a mesma lotação. Na mesma situação estava a psicóloga Giovana Maria Silva Campos, ex-mulher do ex-diretor de Comunicação da Casa David Campos – hoje secretário de Comunicação Social da prefeitura de Curitiba. Ela foi demitida do gabinete da presidência em março e, no mês seguinte, readmitida para o mesmo local.
Há casos ainda de indicações políticas que foram, segundo o MP, propositalmente escondidas da lista da transparência de 2009. É o caso de Sebastião Bento dos Santos, pai do vereador de Curitiba Beto Moraes (PSDB). O padrinho político do vereador é o deputado Mauro Moraes (PSDB). Santos trabalhava no gabinete de Moraes e foi demitido pouco antes da publicação da lista, sendo recontratado novamente para trabalhar com o deputado em junho de 2009.
Fonte Gazeta do Povo
Juiz que mandou soltar filho de Bibinho teve irmã no Legislativo
Na listagem não constavam os nomes de Andreia Maria Sanson Corat (irmã do juiz Pedro Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba) e Flávia Merheb Calixto Barbosa (sobrinha do desembargador do TJ Abraham Lincoln Merheb Calixto). As duas foram demitidas do gabinete da primeira-secretaria do Legislativo em 1.º de março de 2009. Andreia foi readmitida no mesmo gabinete um mês depois, em 30 de abril. E Flávia foi recontratada, também para a primeira-secretaria, em 29 de maio. A primeira-secretaria, na época, era comandada pelo deputado Alexandre Curi.
Meses depois, em dezembro de 2009, o filho do ex-diretor-geral da Assembleia Abib Miguel, o Bibinho, foi beneficiado por uma decisão judicial de Pedro Corat. Bibinho é um dos denunciados pelo MP por fraudar a lista de servidores da Assembleia.
O empresário Eduardo Miguel Abib, filho do ex-diretor, foi preso em flagrante depois de se envolver num acidente de trânsito em Curitiba que terminou com a morte de quatro pessoas. A suspeita era que Eduardo havia furado o sinal vermelho, dirigia embriagado e em alta velocidade.
Pouco depois de um mês do acidente, Corat determinou a soltura de Eduardo. Na decisão, o juiz avaliou que os depoimentos das testemunhas eram contraditórios, não permitindo ter total certeza de que o motorista estava embriagado, em alta velocidade e que avançou o sinal. Corat desconsiderou o depoimento dos policiais que atenderam a ocorrência e que haviam relatado sentir o hálito etílico do empresário. A alegação do juiz foi a de que eles não viram o acidente acontecer.
Corat também considerou que o fato de Eduardo estar desnorteado, cambaleante e com vermelhidão no rosto e nos olhos pode não ter sido causado por embriaguez, mas pelo acionamento do air-bag do veículo que dirigia. A decisão de Corat foi questionada pelo MP. Mas o empresário acabou sendo libertado mesmo assim.
Procurado pela Gazeta do Povo, o juiz Corat informou que estava numa reunião em Brasília e não poderia falar com a reportagem naquele momento. Mais tarde, a Gazeta ligou novamente para ele, mas o celular estava desligado. Andreia Corat também foi procurada. A mãe dela passou o telefone do escritório onde Andreia trabalha, mas ninguém atendeu.
O desembargador Abraham Calixto confirmou por telefone o parentesco com Flávia Calixto. Ele informou que ela é uma parente distante e desconhece as atividades que a sobrinha desempenhava na Assembleia.
Flávia não foi encontrada para comentar o caso. A assessoria de Alexandre Curi informou que Flávia pediu exoneração em março e só foi recontratada em maio porque ela soube que estava grávida. Sobre a contratação e exoneração de Andreia, a assessoria do deputado não se manifestou. O advogado Eurolino Reis, que representa Bibinho, informou que ainda não tinha ciência do teor da denúncia e não poderia se manifestar.
Fonte Gazeta do Povo
Prefeito de Curitiba se autopromove com material oficial
Apesar de ter adotado publicamente o discurso de que a sucessão municipal é assunto para o próximo ano, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), tem demonstrado esforço para articular sua candidatura à reeleição em 2012. A impressão de que a campanha já está em curso aumenta com uma visita ao blog pessoal do prefeito na internet. No blog, Ducci faz propaganda de sua atividade no Executivo municipal com material produzido por funcionários da prefeitura, o que pode caracterizar ato de improbidade administrativa.
O blog, cuja gerência e atualização de conteúdo ficam a cargo de uma empresa privada, aproveita fotos, textos e vídeos produzidos com os equipamentos públicos pelos profissionais da Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal. Também é comum que, durante eventos oficiais da prefeitura, assessores do prefeito distribuam cartões de visita com o endereço eletrônico do blog em destaque. A prática, segundo especialistas ouvidos pela reportagem da Gazeta do Povo, pode configurar improbidade administrativa pelo uso da máquina municipal para promoção pessoal do prefeito.
O professor de Direito Administrativo Luís Manuel Fonseca Pires, da PUC de São Paulo, diz que, sob a perspectiva do princípio da impessoalidade, não é admissível ao agente público associar a imagem pessoal à estrutura da função pública exercida pelo político. Pires, ao saber da estratégia usada por Ducci, disse que a prática é condenável. “Em tese, não há hipótese que permita ao político valer-se da estrutura da função pública para promoção pessoal”, disse ele, que também é juiz em São Paulo. “No caso do blog do prefeito, seria preciso avaliar se existe o dolo, se a prática será mantida ou interrompida para que se possa medir se há ilícito”, afirma. “É certo que não há problema em se manter um blog. A irregularidade é a utilização de recurso público para tanto”, conclui Pires.
O advogado especialista em direito eleitoral Everson Tobaruela tem opinião semelhante. Para ele, o uso do equipamento e do pessoal da prefeitura e de qualquer gasto público com promoção pessoal pode configurar improbidade administrativa. “O aproveitamento do material feito com gasto público é evidente. Em vários casos semelhantes a esse, juízes têm entendido que o uso da máquina é improbidade”, afirma.
A Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público informou, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai verificar a situação apresentada pela reportagem. Um eventual processo poderia prejudicar a intenção do prefeito em se reeleger. “No caso de abertura de uma investigação por improbidade administrativa, se ficar comprovada em sentença de primeira instância e confirmada pelos tribunais superiores, o agente público pode se tornar inelegível”, explica Tobaruela.
Ducci, apesar de não comentar oficialmente o pleito de 2012, está no meio de uma disputa pelo apoio do governador Beto Richa (PSDB), de quem herdou a prefeitura de Curitiba em abril do ano passado. O diretório tucano de Curitiba tende a apoiar Ducci, mas lideranças estaduais do PSDB gostariam de lançar uma chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Gustavo Fruet.
Constituição
O veto ao uso de promoção pessoal por políticos consta do Artigo n.º 37 da Constituição Federal. O texto determina o dever de obedecer ao princípio da impessoalidade e moralidade na divulgação de seus atos, e que a “publicidade de programas, obras e demais ações de órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo e de orientação social, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores públicos”.
De acordo com a Lei da Improbidade Administrativa, fica configurado o crime quando o político usa, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial da administração ou pratica ato que atenta contra os princípios da administração pública.
Fonte Gazeta do Povo
Fantasmas da Assembleia pedem reposição salarial da URV
Pelo menos dez pessoas apontadas pelo Ministério Público Estadual como funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa do Paraná protocolaram, na semana passada, pedido para receberem perdas salariais provocadas pela conversão de Unidade Real de Valor (URV) para real, em 1994. Em tese, todos os funcionários do Legislativo que estavam empregados entre 2002 e 2006 são beneficiados por uma decisão judicial que mandou pagar indenizações por perdas inflacionárias. Mas o deputado Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Casa, já determinou a suspensão do pagamento feito diretamente aos funcionários, como prometido pelo antecessor, Nelson Justus (DEM).
Na lista de requerentes das perdas da URV estão nomes como o de Mariles Prevedelo e as filhas Gina e Lorete Prevedelo Pequeno, encontradas pela Gazeta do Povo e pela RPC TV em Balneário Camboriú no ano passado, enquanto ainda figuravam na lista de funcionárias da Assembleia. Na época, elas disseram que moravam na cidade catarinense há pelo menos seis anos. Também pede o pagamento das perdas com URV Erick Salles, neto de Mariles.
As dez pessoas são integrantes de três famílias. Duas das redes de parentes já são alvos de ação criminal proposta pelo Ministério Público. Marlon Christian Luccas de Oliveira é filho de Daor Marins de Oliveira, acusado de ser o patriarca responsável por arregimentar familiares para serem funcionários fantasmas da Assembleia. A lista de requerentes se completa com cinco parentes das agricultoras Vanilda e Jermina Leal, moradoras de Cerro Azul, e mostradas na série Diários Secretos como laranjas de um esquema de desvio de recursos públicos.
Ainda não há uma estimativa de quanto essas dez pessoas pleiteiam receber. O pedido protocolado apenas requere o pagamento, sem mencionar valores. O requerimento pede o pagamento da URV, além de cópias de todos os documentos funcionais necessários para assegurar que os cálculos estão corretos. Todos os dez pedidos são assinados pela advogada Andrezza Maria Beltoni. Ela tem registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil, mas já esteve ameaçada de ter suspenso o direito de advogar, diante de acusações de estelionato. Procurada, Andrezza disse que não concede entrevistas e que seus clientes também não falam com a imprensa. Falou apenas que todos os seus clientes efetivamente trabalharam e, portanto, teriam direito a receber as perdas.
O promotor Mário Sérgio Schirmer, sem analisar o caso específico dos requerimentos apresentados na semana passada, comenta que pessoas que não exerceram efetivamente a função pública, apesar de contratadas, não podem receber benefícios associados ao trabalho que não desempenharam. “Fantasma não tem direito à perda inflacionária, como se tivesse trabalhado”, analisa.
URV
Em dezembro, um projeto aprovado pela Assembleia estabeleceu as regras para o pagamento das perdas inflacionárias. Na época, o autor da proposta, deputado Jocelito Canto (PTB) pediu a publicação dos nomes dos beneficiados para dar publicidade e evitar que investigados por irregularidades ou “funcionários fantasmas” recebessem o benefício. Os gastos com o pagamento das indenizações por causa da URV podem chegar a R$ 80 milhões para mais de 1,5 mil pessoas. Diante da suspeita de irregularidade em vários pagamentos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que vai analisar cada caso.
De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, pelo menos R$ 11 milhões já foram aplicados para o pagamento de perdas salariais aos servidores. O segundo prazo para requerer os adicionais venceu na semana passada. Ao todo, mais 992 pessoas apresentaram o pedido nessa segunda fase. Rossoni informou que pretende rever e analisar cuidadosamente todos os pedidos de compensação por perdas com a URV. Todos os pagamentos de indenizações estão suspensos desde fevereiro. Normalmente, o pagamento desse tipo de dívida é feito por meio de precatórios. No caso do Paraná, esses títulos geralmente levam mais de dez anos para serem quitados.
Entenda o caso
Quando a Unidade Real de Valor (URV) foi transformada em real, em 1994, vários servidores públicos alegaram que tiveram perdas na conversão, uma vez que parte
da inflação (que há época chegava a dois dígitos por mês), não foi considerada na elaboração da folha de pagamento.
- Decisões judiciais garantiram a muitos servidores do Paraná – não só da Assembleia – o direito de receber indenizações por causa das perdas com a conversão.
- Os funcionários da Assembleia empregados de junho de 2002 a dezembro de 2006 têm direito ao pagamentoadicional – o que aconteceu antes de 2002 está prescrito, mas mesmo a conversão tendo ocorrido há quase 17 anos, ela teve impacto nos salários seguintes, que ficaram menores.
- Servidores da Assembleia chegaram a fazer greve, em outubro do ano passado, cobrando o pagamento das perdas com a URV. A paralisação durou apenas um dia. Foi firmado um acordo com o comando anterior da Assembleia, estabelecendo que os valores seriam pagos.
- Um projeto de lei permitindo o pagamento foi aprovado na Assembleia no início de dezembro de 2010. No mesmo mês, começaram os pagamentos.
- Ficou acordado que os pagamentos até R$ 15,3 mil por pessoa seriam feitos imediatamente e em parcela única. Para quem tem mais que esse limite para receber, o valor seria parcelado.
- Quem não estava na lista de beneficiários da indenização, em dezembro, teria três meses para requerer a inclusão. O prazo venceu na semana passada.
- Em fevereiro de 2011, Valdir Rossoni assume a presidência da Assembleia e suspende o pagamento das indenizações.
Fonte Gazeta do Povo
domingo, 13 de março de 2011
"Inchaço da máquina cria "Esplanada oculta"

Em meio às dificuldades do governo da presidente Dilma Rousseff em passar a faca nas despesas de custeio, Brasília é hoje vitrine de um fenômeno de gastança descontrolada: as dezenas de imóveis alugados fora da Esplanada dos Ministérios para acomodar o inchaço da máquina administrativa. Levantamento da reportagem mostra que prédios e salas, só do primeiro escalão do Poder Executivo, pagam pelo menos R$ 9 milhões mensais de aluguel. A chamada "Esplanada oculta" custa, no mínimo, R$ 100 milhões por ano, dinheiro suficiente para construir cerca de 2.700 casas do programa Minha Casa, Minha Vida.
O inchaço ministerial começou no primeiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Ele recebeu 26 ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mas entregou 37 à presidente Dilma - que pretende criar mais dois: o da Micro e Pequena Empresa e o da Infraestrutura Aeronáutica.
Na acomodação das novas pastas e ampliação das antigas, o governo "coloniza" prédios fora da Esplanada desenhada por Lúcio Costa e costuma dispensar licitação para escolher os imóveis a alugar. A suntuosidade e o custo do aluguel dos prédios muitas vezes é inversamente proporcional à relevância política e econômica do ministério.
Fonte: Foto:
observatoriodopoder
Ladrão português ouve barulho suspeito em loja que estava roubando, chama a polícia e acaba preso

A polícia portuguesa prendeu ontem um homem que já está sendo chamado de “O ladrão mais burro da História”. Manoel Francisco Carlos, de 26 anos, pulou o munro de um supermercado e arrombou um cofre, levando o equivalente a R$ 30 mil. Quando se preparava para sair, Manoel ouviu um barulho suspeito do lado de fora da loja. Achando que fosse um ladrão, Manoel chamou a polícia pelo seu celular. A polícia chegou e prendeu o bandido em flagrante. O barulho era de um gato, que tinha derrubado uma lixeira.
Na delegacia, Manoel tentou se justificar. “Estão me chamando de burro, mas burro eu seria se tivesse saído com R$ 30 mil sabendo que tinha um ladrão lá fora.”
Otileno Junior (http://www.sensacionalista.com.br/?p=3772)
Chuvas deixam 23.000 pessoas sem casa no Sul do país


As chuvas que atingem a região Sul do país desde o final da última semana provocaram estragos em 11 municípios de Santa Catarina, seis do Paraná e cinco no Rio Grande do Sul. Ao todo, quase 23.000 pessoas tiveram que deixar suas casas, destruídas pelas enxurradas: 8.796 paranaenses, 10.671 catarinenses e 3.389 gaúchos. O balanço foi atualizado na manhã deste domingo pela Defesa Civil dos estados.
O número de mortos é relativamente pequeno, sendo dez confirmadas até o momento - no Rio Grande do Sul, oito pessoas morreram, todas no município de São Lourenço do Sul; no Paraná, foram duas e há mais um desaparecido; em Santa Catarina, ninguém morreu e há uma vítima sendo procurada. No entanto, é alta a quantidade de pessoas afetadas pela enchente de alguma forma. Mais de 527.000 moradores - 420.418 catarinenses, 21.268 paranaenses e 85.268 gaúchos - sofreram algum dano nos últimos dias.
Como algumas rodovias próximas aos estados ficaram interrompidas por causa de deslizamentos, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) está monitorando os principais acessos aos locais atingidos e alertando os motoristas sobre os riscos de acidente.
A previsão do tempo para este domingo na região ainda é de chuva moderada a forte, com alerta para a possibilidade de temporais e trovoadas no litoral. No Paraná, integrantes do governo reúnem-se neste domingo para discutir ações de atendimento às vítimas e recuperação das áreas atingidas.
sábado, 12 de março de 2011
Saber copiar um autor consagrado é a única maneira de formar novos autores

Maria Carolina Maia, na Veja
Tem início neste sábado a franquia paulistana da oficina de escrita criativa de Luiz Antonio de Assis Brasil, a mais prestigiada oficina literária do país. Já passaram por ela nomes como Daniel Galera, um dos principais representantes da nova geração de escritores brasileiros, autor de romances como Até o Dia em que o Cão Morreu e Mãos de Cavalo. Em conversa com VEJA Meus Livros, Assis Brasil fala um pouco de seus métodos de ensino, mais calcados na prática que na teoria, e dá dicas para quem quer ser escritor. Confira abaixo.
Em termos gerais, o que a Oficina de Escrita Criativa propõe como prática literária? A escrita do texto ficcional-narrativo. Não é um curso teórico, embora alguma bibliografia que peço para ser lida, concernente aos processos criativos em geral e literários, em particular. Fazemos exercícios de maneira abundante e sistemática. Nada fica ao acaso.
Do que uma história precisa para ser considerada literatura? Qualidade textual, antes de mais nada, algo que vem com os anos de leitura. Originalidade no tratamento de temas banais. Credibilidade, isto é, a sensação que dá, ao leitor, de que aquilo de fato acontece ante seus olhos.
Além de uma oficina literária, que caminhos deve buscar um escritor durante a sua formação? Muita leitura: textos ficcionais alheios, critica literária, resenhas de jornais e revistas. Mas não só: também textos científicos, textos de História, de Filosofia, de Culinária, de Herpetologia. Nenhum escritor pode dizer que algo não o interessa. Sugiro, também, aconselhamento com quem já está na estrada há mais tempo. E tomar algumas aulas de gramática não faz mal a ninguém, nem que seja para violar as regras.
Copiar o estilo de um autor consagrado é uma boa forma de começar? É a única forma de começar. Não há outra. Depois que um leitor se encanta com um livro, ele o fecha dá um suspiro: “Ah, eu gostaria de escrever como esse cara”. É natural que começará imitando aquele cara. Mas essa é uma doença infantil do escritor – parodiando Lênin. Se a vocação for verdadeira, ele encontrará seu próprio e exclusivo caminho.
Quando um escritor pode se considerar formado? Se um escritor se considera pronto é porque cedeu à vaidade da vida literária. E a vida literária nada tem em comum com a literatura. A literatura é uma busca constante. Para lembrar Drummond, é quase uma luta vã. Sempre é possível escrever melhor. Nunca ninguém está pronto – para nada, aliás.
Atenção concurseiros: Ministro do TST lança e-book Jurídico Gratuito
"Direito do Trabalho - Curso e Discurso" é o título do livro eletrônico escrito pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho. Com acesso livre e gratuito na Internet, o livro traz em 470 páginas uma visão panorâmica deste ramo do Direito - origem, história do direito coletivo do trabalho, fontes, princípios, prescrição, conceitos etc. "O objetivo é atualizar o leitor acerca da forma como a doutrina e a jurisprudência têm interpretado as normas trabalhistas, além de instigar a reflexão sobre os fundamentos do direito laboral", afirma o autor.
O e-book é devidamente indexado, o que lhe permite ser citado como fonte autorizada de pesquisa bibliográfica. A configuração tem sumário funcional, e o leitor pode virar as páginas com o mouse, baixar ou imprimir páginas selecionadas. O acesso gratuito tem como motivação, segundo o ministro, "expandir o conhecimento sobre as normas jurídicas que disciplinam a mais frequente das relações sociais, o vínculo entre o capital e o trabalho".
Mais informações através do endereço eletrônico www.tst.gov.br.
Absolvição impossível
Piada
É evidente que a sugestão do Roberto, bem ao seu estilo, é uma grande gozação. O irmão dele não tem condições sequer de andar nas ruas de Curitiba, pois é uma figura que enquanto não pagar pelo que fez será inevitavelmente segregada do convívio de nossa comunidade. Fosse diferente, Eduardo já teria convocado a imprensa para dar a sua versão, bem como se dirigido à Polícia Federal para defender-se. Sua ausência lhe impõe o status de foragido, ainda que não oficialmente declarado.
Cinismo
O ex-superintendente da Appa imitou o mano protetor no cinismo quando perguntado a respeito da pena imposta pelo Tribunal de Contas. Disse ele a um jornalista, quase que do além: “(Isso é uma) Coisa absolutamente descabida. O TC cumpre com sua função, mas não houve manifestação de defesa. Eu vou recorrer.” Então, que mostre a sua cara ao povo do Paraná, apareça para uma entrevista coletiva e apresente-se aos agentes federais que estão à sua caça.
Mentirosos
Os irmãos Requião têm o mau hábito de tentar iludir com suas versões ridículas a opinião pública. A hora é da verdade. Há que se esclarecer os fatos, até mesmo na tentativa improvável de alcançar alguma absolvição.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Ex-vereadores do PR terão de devolver diárias de viagens


Em 2004, eles e receberam diárias para viagens que não realizaram. Em um caso, quando a viagem foi feita, serviu de passeio.
Do G1 PR
Sete ex-vereadores do município de Paiçandu, na região Norte do Paraná, foram condenados a devolver dinheiro público gasto irregularmente. Em 2004, eles solicitaram e receberam diárias para viagens de trabalho que não foram realizadas. O total do desvio é de R$ 4.180. A nota oficial informa que o promotor responsável pela Ação Civil Pública foi notificado nesta semana. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11).
A Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público de Maringá menciona o depoimento de um servidor municipal que acompanhou um dos vereadores, o presidente da câmara em 2004, em uma viagem a Curitiba. As atividades descritam foram passear em shoppings, restaurantes e bares – tudo com dinheiro do município.
Na sentença de primeiro grau, o juiz determinou a devolução dos valores, com correção, e a aplicação de multa civil em favor de Paiçandu (duas vezes o valor do dano). Além disso, os direitos políticos dos réus estão suspensos por cinco anos. Eles também tiveram a perda da função púbica decretada até o final do processo, entre outras penalidades previstas para o crime de improbidade administrativa.
Aviso aos paranaenses: Aranha marrom não vale

Veneno de aranha causa ereção que dura 4 horas – o novo Viagra brasileiro
Viagra, ervas terapêuticas ou catuaba? Nenhuma opção. Segundo notícia que percorreu sites estrangeiros (Daily Mail, Fox News, The Week), o veneno da aranha armadeira, que pica superdolorido e é uma das mais agressivas do mundo, pode causar uma ereção de até quatro horas (QUATRO!!!!).
A descoberta não foi feita por um “sortudo” morador do interior do Brasil, mas por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Georgia, cujo estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine. Eles aplicaram uma substância presente no veneno, a toxina PnTx2-6, em ratos hipertensos e com disfunção sexual. O resultado foi a normalização das ereções, ou seja, acabou com a disfunção erétil dos animais.
É uma notícia boa ou não é? Só não vale sair correndo para o mato atrás da armadeira (ela vive em plantações de bananeira e escondida sob tijolos, madeiras e telhas). Sua picada provoca, além do priapismo (que faz o pênis fica ereto continuamente, o que chamou a atenção dos pesquisadores americanos), muita dor, taquicardia, perda do controle muscular, dificuldade respiratória e estado de choque – que podem ser fatais se não houver socorro médico. Eu, hein? Quem diria que uma aranha venenosa de verdade iria ajudar a cobra a subir?
Autora: LAURA LOPES (Revista Época)
Nota do Blog: Priapismo também é mentira













